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O Taiji
A expressão “Taijiquan” significa, literalmente, arte de combate do
Taiji”, pois, dizem-nos os mestres é uma aplicação da forma e dos
princípios do Taiji. Com isso eles querem dizer que seus movimentos têm
uma forma análoga à do Taiji, e que os princípios fundamentais estão
ligados às noções de Taiji, Yin-Yang, cinco elementos e oito trigramas.
O
Taiji é a unidade suprema, o primeiro princípio que rege o
universo e preside à união do Yin e do Yang. O termo é freqüentemente
traduzido por “cumeeira suprema”, pois ji significa, em primeiro lugar,
viga da cumeeira de uma casa
.
Mas há também nesse vocábulo a noção de pivô, de eixo em tomo do qual se
ordenam as dez mil transformações, a partir da evolução do Yin e do
Yang. O Taiji foi localizado no céu como a estrela Polar, astro imutável
em torno do qual gira a abóbada celeste.
O
termo aparece pela primeira vez no Livro das mutações[ Yijing (I
ching), séculos VI e V a.C.]: “Há nas mutações o Taiji que gera os dois
princípios primeiros (Yin e Yang); os dois princípios
primeiros geram as quatro imagens; as quatro imagens, os oito
trigramas”
O Taiji
parece, portanto, estreitamente ligado ao
Yijing e à teoria
chinesa
das transformações, mas ainda não está ligado
aos cinco
elementos
e ainda não é objeto de especulação. Poucas referências
se
fazem a ele, com efeito, nos textos da China antiga
anteriores
à era cristã. Encontramo-lo mencionado uma única vez no Zhuangzi, obra
taoísta do século IV a.C. “O Tao está além do Taiji, mas não é mais
alto, está aquém das seis extremidades do universo, mas não é mais
profundo”. Foi sobretudo a partir da dinastia Song (960-1206) que essa noção assumiu importância e, desenvolvida, redundou num sistema cosmogônico e filosófico ligado aos cinco elementos por neoconfucionistas, em particular Zhou Dunyi (1017-1073) e Shao Yong (1011-1077) . Foram eles também que disseminaram representações gráficas do Taiji ligado aos cinco elementos e oito trigramas.
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